Rio do Campo calcula quase quatro milhões de prejuízos devido à enxurrada


As chuvas do final do último final de semana também atingiram Rio do Campo. A população está assustada com os grandes estragos que a chuva fez. Troncos, galhos, lama e água acabaram invadindo as propriedades. Casas foram completamente destruídas, plantações de fumo, milho e arroz tiveram perdas significativas, não só da plantação em si, mas também do terreno.
No Total 200 pessoas ficaram desalojadas e 25 desabrigadas. Muita comoção e tristeza para quem viu o lar de sua família completamente destruído, porém o alívio também fazia parte das emoções, já que a enxurrada não resultou em vítimas fatais.
As comunidades atingidas foram: Rio Azul, Alto Rio Azul, Anta Branca e Salto Rio do Oeste onde fica a empresa Rio Verde.
“Nós estamos trabalhando com uma equipe da prefeitura para recuperar os acessos as propriedades” diz o prefeito Antônio Pereira (Duda) (DEM). Ele ressalta ainda que em quarenta anos que reside no município nunca viu uma catástrofe assim em Rio do Campo.
Cálculos de prejuízos:
No documento encaminhado para a Defesa Civil na terça-feira, dia 25 de janeiro foi feita uma avaliação de prejuízos devido à enxurrada. No total a perda foi calculada aproximadamente pela Defesa Civil em R$ 3.690.000,00
Empresa Rio Verde
Barreiras de terra foram arrastadas como “sorvete derretendo”, o campo, algumas casas e a associação foram invadidas por lama. Partes de casas foram destruídas.
A empresa que fabrica pratos de papel também teve o parque fabril invadido pelas águas, e haviam pratos até na estrada. A empresa teve perdas também no maquinário. (Por: Adriana Rosa / www.arauto.tv)
Defesa civil calcula prejuízos
Pontes e pontilhões: R$ 700.000,00
Estradas danificadas: R$ 350.000,00
Industrial (Rio Verde): R$ 1.500.000,00
40 residências danificadas e 5 destruídas completamente: R$ 170.000,00
Agricultura
Perda de grãos (principalmente arroz): R$ 630.00,00
Silvicultura (madeira):R$ 40.000,00
Fumicultura: R$ 300.000,00


Nova ministra da Pesca quer peixe na merenda escolar

A nova ministra da Pesca e Aquicultura, Ideli Salvatti, pretende colocar mais peixes na merenda escolar, como forma de aumentar o consumo de pescado no Brasil, ainda pequeno se comparado ao tamanho da área oceânica e de rios do país.

"É um desafio fazer o brasileiro consumir mais peixe. Vamos fazer campanhas de divulgação e colocar o pescado merenda escolar, porque aí vamos preparando as novas gerações. É um trabalho de convencimento e educação", disse a ministra.

A ministra comparou o consumo de pescado pelos brasileiros, de 9 kg por ano, enquanto na Espanha é de 35 kg. Segundo Ideli Salvatti, o ministério pretende equiparar a produção de pescado com a agricultura.

"De todas as proteínas animais, o pescado é a proteína mais saudável. O Brasil pode ser um grande produtor de pescado, como é de carne bovina", disse.

A ministra, no entanto, admitiu que a verba orçamentária para investir na aqüicultura ainda é pequena.

"É um ministério bíblico, de multiplicar os peixes. Vamos ter que fazer o milagre de fazer mais com menos", disse.

Após tomar posse, Ideli disse que o trabalho será de continuidade e não anunciou novas medidas.

"Será um trabalho de continuidade, o Plano Mais Pesca e Aquicultura vai até 2011 e vamos cumprir o calendário. A presidente Dilma pediu para aumentar a industrialização e produção, sem deixar de lado a pesca artesanal", afirmou a nova ministra.