ATO DA AGRICULTURA FAMILIAR
Os Sindicatos da Agricultura Familiar de Rio do Campo e Santa Terezinha, filiados à Fetraf-Sul, realizam ato da agricultura familiar e entrega da pauta de reivindicações aos bancos estabelecidos no município.
Dia 18 de maio às 09 horas
Contato: Luiz – celular: 47 8451-3313;
Dia 19 de maio às 09 horas em Rio do Campo no Salão Paroquial e após caminhada até as instituições financeiras;
Contato: Rodrigo - celular: 8413-1009
Sintraf – Euzenir: 47 3564-0033/8427-3100
REIVINDICAÇÕES DA JORNADA DE LUTAS 2011
Em que pese as constantes alusões de que a agricultura familiar representam “os muitos que produzem pouco”, há hoje um significativo reconhecimento de que a Agricultura Familiar possui uma importância social e econômica incontestável. O último Censo Agropecuário do IBGE reafirmou, com seus dados, isto que já era o senso comum: 4,3 milhões de estabelecimentos agrícolas (84% do total) trabalhando em 24,3% da área agrícola gera 38% da riqueza agropecuária e envolvendo 12,3 milhões de pessoas efetivamente trabalhando.
No entanto, a consolidação da agricultura familiar, mantendo o seu papel histórico e estratégico de produtora de alimentos e de produtora para o mercado interno, demanda garantias de avanços nos direitos de cidadania, melhorias constantes na qualidade de vida e garantia efetiva de renda como fruto de seu trabalho e da função social que desempenha. Todavia, para a agricultura familiar, jamais a questão da renda será resolvida pelas lógicas do mercado.
A Fetraf-Sul, Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul, através dos Sindicatos da Agricultura Familiar de Rio do Campo e Santa Terezinha, filiados à Fetraf-Sul (Federação dos Trabalhadores na Agricultura Familiar da Região Sul), situados no Alto Vale do Itajaí, a agricultura familiar é formada nos municípios de Santa Terezinha, com aproximadamente 3.500 propriedades rurais e Rio do Campo com aproximadamente 1.200 propriedades rurais, considerando as várias assembléias e discussões realizadas com a direção e agricultores, considerando as fortes chuvas que caíram na região nos meses de dezembro a fevereiro, considerando que na região a agricultura familiar representa 80%, considerando a descapitalização do agricultor vem se agravando ano após ano, considerando que muitos investimentos realizados na propriedade e lavoura não obtiveram resultado esperado na safra de 2010/2011, considerando que a permanência do agricultor na roça depende de apoio e suporte financeiro evitando o êxodo rural, e considerando o levantamento das perdas na lavoura, pecuária e danos em geral, realizado nos meses de fevereiro e março em todo território do município, o qual demonstra como foram as perdas com o sinistro, e considerando ainda agricultores que sofreram danos nos acessos internos da propriedade, bem como destruição de pontes de madeira, depósitos e galpões, reivindicamos:
PONTOS DE PAUTA:
GOVERNO FEDERAL:
1º - DÍVIDAS DA AGRICULTURA FAMILIAR - Unificação de todos os contratos de crédito rural, com prorrogação das dívidas dos contratos formalizados até 2008, estes com direito a bônus de 60% por adimplência até o limite de R$ 12.000,00 (exceto as dívidas da reforma agrária já negociadas em condições especiais), com carência de até cinco anos e prazo de pagamento de até quinze anos.
2º - Programas:
a) PAA – Programa de Aquisição de Alimentos da Agricultura Familiar: Ampliação do publico envolvido no PAA para atingir um milhão de famílias, ampliação do teto para R$ 8.000,00 e ampliação do volume dos recursos;
b) PNAE – Programa Nacional de Alimentação Escolar: Ampliação do teto para R$ 12.000,00, Proibição da terceirização no processo da alimentação escolar. Conscientização das prefeituras para que o mínimo de 30% definidos pela lei não se transforme no máximo;
3º PRONAF - Garantia de recursos na ordem de R$ 18 bilhões para o PRONAF na Safra 2011/2012, com recursos necessários para a equalização dos contratos realizados no âmbito do PRONAF.
4º - Política de Habitação para a Agricultura Familiar - Consolidação de uma política pública permanente de Habitação para a Agricultura Familiar bem como a criação de uma Gerência Nacional de Habitação Rural no âmbito da Caixa Econômica Federal, como uma forma para que a CEF conheça melhor a realidade da agricultura familiar.
5º - PROGRAMA NACIONAL DE CRÉDITO FUNDIÁRIO- Reformulação do Programa Nacional de Crédito Fundiário – PNCF – de maneira a simplificá-lo e desburocratizá-lo, alteração da lei complementar nº 93, 04/02/1998, de maneira que se permita a aquisição de imóveis rurais de membros da família e simplificação do processo, bastando apenas a aprovação do conselho de desenvolvimento rural do município, a partir de um projeto técnico por um órgão de assistência técnica credenciado.
6º - PGPM - Programa de Garantia de Preços Mínimos - Ampliação do teto do rebate no custeio agrícola para cultura do arroz para até R$ 10.000,00 (dez mil) reais, equivalente as perdas quanto ao preço mínimo da saca;
GOVERNO ESTADUAL:
1º - Que a CIDASC realize com máquinas próprias ou terceirizadas e forneça estrutura para concertar os acessos internos em propriedades inclusive de terceiros para que os agricultores possam ter acesso nas propriedades alugadas ou próprias;
2º - Que o Governo Estadual adquirida a Merenda Escolar seja de agricultores familiares;
3º - Que o Governo Estadual efetue o pagamento pelos Serviços Ambientais criado pela Lei nº 15.133, de 19 de janeiro de 2009;
4º - Que seja fornecida a energia elétrica de qualidade e sem interrupção no fornecimento, bem como o ressarcimento aos agricultores nos danos causados pela queda ocorrida na região;
5º - Que o Governo do Estado nomeie a assessoria jurídica nas SDRs para análise dos Projetos do Programa Nacional de Crédito Fundiário;
Santa Terezinha, 13 de maio de 2011.
| LUIZ CARLOS TECZAK Presidente STR Santa Terezinha | EUZENIR BECKER Presidente Sintraf Rio do Campo |
Ilmos Srs
Secretário Estadual da Agricultura
João Rodrigues
Fax: (048 ) 3239-4093
Ministro da Agricultura
Afonso Florence
Fone/fax: 61 2020 0061
Secretário Nacional de Agricultura Familiar
Laudemir Muller
Fax da Secretaria: (61) 2020-0519/0517
AGRICULTORES DE RIO DO CAMPO E SANTA TEREZINHA PARTICIPAM DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
Aconteceu na última segunda-feira na Assembléia Legislativa Catarinense audiência pública, para debater o preço, classificação e futuro da atividade fumageira. A Audiência foi convocada pelo Presidente da Comissão de Agricultura e Política Rural Deputado Aldo Schneider e o Presidente da Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia - Deputado José Milton Scheffer. A audiência Pública veio para atender à solicitação dos Deputados, Jailson Lima e Dirceu Dresch. De Santa Terezinha, participaram um grupo de agricultores organizados pelo Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Várias autoridades participaram do evento, como autoridades do legislativo e executivo municipal, um exemplo de Rodrigo Preis, Vereador de Rio do Campo juntamente com presidente do Sintraf Euzenir Becker. Conforme Rodrigo, "apesar do não comparecimento das empresas, penso que o debate foi importante, pois lavamos nossas reivindicações até nossos governantes e esperamos que o poder público faça sua parte e nos ajude cobrar das empresas um preço justo pelo nosso produto", conclui Rodrigo. Já o Presidente do Sindicato de Santa Terezinha, Luiz Carlos Teczak, "destaca que é foi uma falta de reconhecimento e de respeito para com os fumicultores nenhuma empresa fumageira se fez presente para discutir a problemática, e o agricultor mais uma vez o maior prejudicado, quando foi para discutir as restrições no consumo, as fumageiras pagaram ônibus para levar agricultores mobilizar contra a ANVISA",concluiu Luiz. Para Maurício Korinoski "se a comissão continuar ativa e houver a participação do povo, no futuro colheremos bons frutos", concluiu Maurício.
