Foram 14 mil professores que estudaram a proposta. A luta pela implantação do Piso do Magistério em continua em Santa Catarina
Jeferson J. Ávila e Rafael Wiethorn
A assembleia, que reuniu cerca de 14 mil professores na Passarela Nego Quirido em Florianópolis, nesta quinta-feira (9), rejeitou a proposta apresentada pelo Governo do Estado, e a categoria mantém a greve que já passa de 24 dias de paralisação. Os docentes não abrem mão dos valores da regência de classe de 40% sobre o salário-base para professores do 1º ao 5º ano do ensino fundamental, e de 25% para docentes do 6º ao 9º ano do fundamental e do ensino médio.
- O que diz a secretaria estadual de Educação:
O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte) não aceitou a proposta do Governo do Estado e decidiu permanecer em greve, que vai para a sua quarta semana sem aulas. De acordo com o Governo do Estado, a proposta dos professores supera o valor compatível ao orçamento do Estado, que é de R$ 22 milhões. “Já fizemos todas as concessões possíveis e não temos mais de onde tirar dinheiro. Inclusive, ultrapassamos o nosso primeiro teto, que era de R$ 20 milhões”, contextualiza o secretário-adjunto da Educação, Eduardo Deschamps.
A última proposta apresentada pelo Sinte prevê o parcelamento até dezembro do pagamento integral do piso salarial na carreira e ainda pede a manutenção das gratificações e a incorporação dos prêmios Educar e Jubilar. A regência de classe também fica mantida. Uma nova reunião está marcada para esta sexta-feira (10).
- Retrospectiva
A greve dos professores começou no dia 18 de maio, exigindo que o Governo do Estado cumprisse a decisão, de 2008, do Supremo Tribunal Federal (STF) de pagar o Piso Nacional da Categoria, que estabelece o valor de R$ 1.187.
Abrindo o canal de comunicação com os professores, chegou-se a proposta de que o menor valor pago foi fixado em R$ 1.483 e o professor com curso superior receberá vencimento inicial maior do que o de nível médio.
Para não ultrapassar o limite de R$ 22 milhões por mês, o Governo do Estado extinguiu os prêmios Educar, Jubilar e por assiduidade, além de as regências variarem de 17% a 25%. A proposta atende 100% dos professores e as tabelas de cálculos mostram o ganho real que varia de 7% a 44%.


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